Araxá lança programa “Alimentando quem precisa”

Povoado de Amargoso em Vitória da Conquista recebe Cestas Básicas para as Famílias Vitimas da Seca. Defesa Civil. Fotos: Carla Ornelas/Secom

A pandemia do coronavírus tem gerado graves prejuízos à sociedade. Um sistema de saúde em colapso na grande maioria das cidades brasileiras, aumento do desemprego e empresas fechadas são algumas das consequências enfrentadas.

Com objetivo de reduzir esse impacto social, o prefeito Robson Magela autorizou o lançamento do programa “Alimentando quem precisa”. A ação de concessão de serviço eventual visa combater a fome de famílias que estão em vulnerabilidade social ou perderam seus empregos devido à crise na saúde, econômica e social imposta pela Covid-19.

Com a doação de cestas básicas, o programa já tem cerca de 1.200 famílias cadastradas e a demanda tem aumentado nos últimos meses. As famílias ou pessoas que necessitam do benefício devem realizar os cadastros nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e nos Núcleos de Convivência.

Uma equipe de técnicos da Secretaria de Ação Social capacitados para análise dos dados realizará uma avaliação das questões sociais para concessão ou não do benefício. Os cadastros aprovados começam a receber as cestas básicas (alimentos e produtos de limpeza) já na próxima semana.

De acordo com a secretária municipal de Ação Social, Cristiane Gonçalves Pereira, o planejamento é realizar a doação de 18 mil cestas básicas até o fim do ano. “Infelizmente, a procura tem crescido bastante nos últimos meses. Para se ter uma ideia, é uma demanda três vezes maior que a do mesmo período do ano passado, quando a crise do coronavírus estava apenas começando. Por isso, o prefeito Robson Magela nos demandou um trabalho muito cuidadoso para beneficiar quem realmente precisa”, destaca.

A secretária ressalta que o trabalho será contínuo e a avaliação dos cadastros de forma individualizada. “Vamos iniciar já na próxima semana as doações para as famílias com cadastro já aprovados para receber o benefício. Já são cerca de 1.200 mil famílias atendidas mensalmente e, muito provavelmente, esse número vai aumentar nos próximos dias”, afirma.

“É bom ressaltar que não temos limite para concessão do benefício. Todos que realmente precisam serão contemplados desde que o cadastro seja aprovado pela equipe técnica especializada para avaliação. Uma análise feita com base em critérios sociais”, enfatiza Cristiane.

Documentos necessários
Para realizar o cadastro as famílias ou indivíduos devem comparecer aos Cras ou Núcleos de Convivência mais próximos da sua residência, com os seguintes documentos.

– Documentos pessoais de todo o grupo familiar (RG, CPF e Certidão de Nascimento);

– Comprovante de renda de todos os que trabalham na casa

– Comprovante de Residência

– Comprovantes de gastos fixos (aluguel, água, energia e/ou medicação em casos de pessoas com doenças crônicas na família).

Endereços Cras e Núcleos de Convivência

Segue abaixo os endereços dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) e nos Núcleos de Convivência para cadastro. É bom ressaltar que durante a Onda Roxa, imposta pelo Governo de Minas Gerais para frear o avanço da Covid-19, estão em funcionamento apenas os Cras Abolição, Cras Francisco Duarte, Núcleo Santo Antônio e Núcleo Pão de Açúcar.

– Cras Abolição – R. Marcolino Coelho Borges, 390 – Tel: 3662-8103

– Cras Francisco Duarte – R. Antenor Silva Soares, 300 – Tel: 3691-7119

– Núcleo Pão de Açúcar – R. Eurindo Barbosa Lacerda, 245 – Tel: 3691-7150

– Núcleo Santo Antônio – R. Luís Dumont Fonseca, 215 – Tel: 3691-7101

– Núcleo Leblon – R. Edmundo Rodrigues da Silva, 455 – Tel: 3662-6552

– Núcleo Boa Vista – R. Tereza Guimarães, 15 – Tel: 3664-2985

– Núcleo Pão de Açúcar 4 – R. Maria Helena de Paula, 120.

Autor: Saulo Aguiar

É jornalista, radialista e cooperativista. Formado em Comunicação Social, ganhou destaque com colunas opinativas e reportagens investigativas. Possui cursos na área de assessoria de comunicação, cooperativismo e gestão de projetos.

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