Preocupado com a violência, promotor destaca que “nem tudo está perdido”

Promotor da Vara Criminal e Controlador Externo da Atividade Policial conta que principal problema da segurança  pública em Araxá é a falta de efetivo e destaca parceria entre Polícia Militar e Polícia Civil.

PM e PC juntas

“O crescimento de crimes violentos, principalmente de roubos a mão armada, é preocupante e exige uma atuação firme dos órgãos de segurança pública. Porém, nem tudo está perdido.” Na opinião do Promotor da Vara Criminal e Controlador Externo da Atividade Policial, Fabio Varela, o trabalho em parceria da Polícia Civil e Militar no município resultou em índices extremamente positivos em 2015. “No ano passado, todos os delitos como homicídios e latrocínios foram apurados. Em outras comarcas, como por exemplo Belo Horizonte, mais de 80% dos homicídios não são apurados. Aqui em Araxá, nós apuramos 100% dos homicídios e praticamente 90% dos assaltos em 2015”, destaca.

Segundo o promotor, a sociedade e os agentes políticos devem se mobilizar. “A sociedade não pode somente esperar a atuação do Estado. É necessário a população tomar as medidas preventivas e os comerciantes têm que se cerca de garantias. Os marginais estão nas ruas. o número de pessoas ociosas está crescendo. Isso é uma realidade nacional. O acesso as armas é muito fácil no Brasil e qualquer individuo consegue compra uma arma no mercado clandestino. O aumento da criminalidade é alarmante realmente, é de se preocupar, mas por outro lado notamos que, na medida do possível, está sendo aclarado.”

“Aqui em Araxá os crimes são apurados e os criminosos são presos. São soltos? São! Mas, porque nossa legislação é muito fraca. Temos que lembrar que a segurança pública é atribuição do Estado, mas o poder executivo  municipal e os agentes políticos devem ajudar.  Sabemos que existem projetos em andamento e existem outros que o município pode desenvolver para ajudar neste combate a criminalidade”, ressalta Fabio Varela.

De acordo com o Controlador Externo da Atividade Policial, dados da Polícia Militar apontam para uma necessidade de aumento de 20% do efetivo policial. “Em reuniões que temos rotineiramente com o comandante do 37º Batalhão da Polícia Militar de Araxá, ele nós relata que o efetivo da Polícia Militar em Araxá é pequeno. Além disso, o efetivo vem sendo reduzido com aposentadorias, funcionários que dão baixa, dentre outras situações.  Esse efetivo não vem sendo reposto a altura e, consequentemente, temos menos policiais militares no policiamento ostensivo, que é o fim útil da Polícia Militar. Para resolver essa situação, demanda uma política pública estadual para solucionar essa carência”, destaca o promotor.

Autor: Saulo Aguiar

É jornalista, radialista e cooperativista. Formado em Comunicação Social, ganhou destaque com colunas opinativas e reportagens investigativas. Possui cursos na área de assessoria de comunicação, cooperativismo e gestão de projetos.

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