Câmara vai abrir Comissão Processante contra os vereadores denunciados

Marcílio Faria (PT) protocolou um pedido no Legislativo nesta segunda-feira, 14, para que um processo seja instaurado para investigar sua suposta participação no esquema de corrupção.

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Um dos quinze parlamentares com mandato em exercício deve apresentar nesta terça-feira, 15, uma denúncia contra os quatro vereadores denunciados pelo Ministério Público  de Minas Gerais (MPMG) no esquema de corrupção na Câmara Municipal. Na última semana, sete agentes políticos foram denunciados criminalmente pelo promotor Marcus Paulo Queiroz Macêdo por corrupção ativa e passiva na venda e compra de apoio político no Legislativo. De acordo com o promotor, os vereadores afastados Cachoeira (PDT), José Domingos Vaz (PDT), Juninho da Farmácia (DEM), Marcílio Faria (PT) e os ex-vereadores Miguel Júnior, Sargento Amilton e Eustáquio Pereira cometeram  49 atos de corrupção.

A expectativa maior para apresentar a denúncia e o pedido de abertura do processo de cassação é em torno da vereadora Valéria Sena (PTdoB). Em 2015, ela foi a autora da denúncia que possibilitou a instalação de uma Comissão Processante contra o vereador Pezão (PMDB) e Sargento Amilton. Valéria se baseou no inquérito policial que indiciou Pezão e Amilton para elaborar a sua denúncia, que foi aceita pela Câmara Municipal. Pezão foi absolvido ao final da Comissão Processante. Já o Sargento Amilton teve o seu mandato cassado pelos vereadores.

Pedido de Investigação

O vereador Marcilio Faria protocolou no Legislativo nesta segunda-feira, 14, um pedido para seja aberto uma Comissão Processante para investigar sua suposta participação no esquema de corrupção na Câmara Municipal. De acordo com o parlamentar afastado, não existe motivos para temer uma cassação. “Estou com minha consciência tranquila e sabedor da minha total inocência quanto a esses supostos fatos,vez que jamais cometi qualquer ilícito, bem como nunca pratiquei qualquer ato que ferisse o decoro parlamentar. Por isso, tomei essa atitude. Quem não deve, não teme”, ressalta o vereador.

Segundo ele, o dinheiro pago pelo ex-presidente Miguel Júnior é referente a um empréstimo feito durante as eleições a deputado estadual. “É de conhecimentos de todos que o Miguel me devia esse dinheiro”, destaca Marcilio.

O vereador afastado concederá uma entrevista coletiva nesta terça-feira, 15, durante a reunião ordinária da Câmara Municipal.

Autor: Saulo Aguiar

É jornalista, radialista e cooperativista. Formado em Comunicação Social, ganhou destaque com colunas opinativas e reportagens investigativas. Possui cursos na área de assessoria de comunicação, cooperativismo e gestão de projetos.

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